Só falta você!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quando o responsável é irresponsável



E quando o responsável é irresponsável? Pois é, eis um dilema capaz de nos fazer pensar com mais profundidade.

É elementar acusar ou criticar aquilo que é uma aberração. Porém, não devemos nos esquecer de que cada monstro requer um determinado tempo e certas condições para desenvolver-se.

A culpa de desumanos existirem ocorre em suas respectivas origens. Isto significa que o que deve ser trabalhado é o início, os responsáveis são literalmente responsáveis por grande parte do caráter do indivíduo. 


Basta prestar atenção naquele brado popular: "que sujeito mal-educado!". Esta expressão revela perfeitamente o que intento dizer: se um sujeito é mal-educado, significa que ele foi mal educado, logo isso faz dele a vítima introdutória, e ele por sua vez com a sua má-educação herdada, faz outrem sofrer com a sua má-criação. 

É bem verdade que a sociedade em si tem papel auxiliar na construção do caráter verdadeiramente humano, mas nada comparado a morada, é onde reside a pessoa que mora também os delineadores do indivíduo, logo isso fica dificultoso ou até impossível quando não se há casa, tampouco indivíduos responsáveis dentro dela.

Se é possível formar monstros, formar pessoas bondosas também é. 


Dadas as circunstâncias, estamos habilitados a volver à questão inaugural, ou seja, já sabemos que por trás de um irresponsável há sempre um outro irresponsável. Agora, como corrigir um irresponsável já formado? Com efeito, é tardio demais para tentar efetuar reparações. Resta-nos apenas conscientizar-nos de que condenar os indivíduos maus, não resolve os problemas categoricamente. A despeito de serem pessoas ruins, temos de avaliar a instrução que este recebeu, ou a falta dela.


O embaraço é mais complexo do que aparenta, visto que a cria de um irresponsável segue a mesma tendência de ser igual a ela. Então, este problema só poderá ser solucionado a longo prazo, onde devem-se concentrar esforços nos que ainda podem mudar.


Em suma, o irresponsável de hoje fora gerado pelo irresponsável de ontem, e o de ontem por sua vez, fora gerado pelo de anteontem, e assim infeliz e consecutivamente. Portanto, a falha vem de muito antes, e o resultado fresco é o que abarca injustamente toda a penitência.


No mais, digo que o que existe na real é um processo incoado por irresponsáveis reprodutores de outros irresponsáveis, isto é, o filho irresponsável de hoje teve provavelmente um pai irresponsável que, por sua vez idem. É como uma pequena bola de neve que à medida em que escorre pelas geleiras, vai ganhando proporções cada vez maiores. Isso tudo quer dizer que um indivíduo cujos responsáveis sejam irresponsáveis, tem uma predileção a ser irresponsável.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os jovens



Falar acerca dos indivíduos jovens é algo que posso fazer sem me reprimir, pois eu também me incluo nesta classe, conseguintemente o texto seguirá um teor autocrítico.


De modo que este assunto é assaz apropriado a mim, entretanto, não pretendo aqui generalizar tampouco representar os jovens, apenas gostaria de expor as minhas aflições e preocupações relativas a categoria.


Pois bem, como jovem que sou, digo que algumas vezes me sinto vexado por certas atitudes tomadas por uns de nós, como por exemplo a conivência dos tenros para com as drogas sobretudo com as lícitas, pois é; as permitidas por lei, deixe-me explicar melhor: exatamente pelo fato das drogas legais serem liberadas para o consumo é que elas se tornam as mais perigosas. Não é à toa que vemos tantas mortes ocasionadas por pessoas jovens ou não, que dirigem alcoolizadas e assim se perdurará este problema se as bebidas alcoólicas continuarem sendo legais.


Enfim, se há os jovens que esmorecem-me por beberem demasiadamente, por outro lado há também os que vangloriam-me organizando inúmeras manifestações públicas. Esse entusiasmo típico dos jovens é realmente louvável. Só me chateia as marchas da maconha, pois como disse antes; impreterivelmente todas as drogas devem ser extirpadas.


Além do mal gosto pelas bebidas e pelo tabaco entre uma parte razoável dos jovens, eu citaria o desinteresse pela política como outro contra. Desafortunadamente, é muito comum ver entre os mais tenros, indivíduos apolíticos, e isso gera um imenso desperdício, visto que como antes enfatizei, os jovens são precisamente a parcela da sociedade que detém a força capital, ou seja, aquele entusiasmo arrebatador capaz de mudar o mundo. Logo, a premissa de que os jovens são as vítimas de um futuro apocalíptico e inalterável é besteira, é hiperbólico, pois nós também fazemos o futuro, temos condições totais para isso, embora falte-nos trocar os maus hábitos por mais consciência social e política.


Os jovens têm que conscientizarem-se de uma vez por todas que, o mundo só caminhará para frente fazendo política. Mais do que nunca os jovens têm de dominar os assuntos políticos, saber que o exercício do voto é apenas uma obrigação, enquanto que elaborar ideias de interesses sociais e lutar para que elas se concretizem é que é a política genuinamente.


Os jovens representam o êxtase de toda a humanidade. Portanto, dividimos as mesmas responsabilidades com os indivíduos mais velhos.


É também perceptível entre os jovens um mal uso de sua energia, isto é, não podemos cair em rivalidades, não podemos nos separar por meras bobagens. Ou seja, em vez de perdermos tempo competindo entre nós, devemos somar forças rumo a um futuro próspero para a nossa e as próximas gerações. Para isso, temos de esquecer nossas diferenças e nos entender como uma irmandade de jovens que precisam salvar o mundo das mãos conservadoras e consequentemente preconceituosas.


Sendo os jovens a chave para um porvir melhor, precisamos colocar em prática todas as nossas habilidades que podem ser muito úteis, haja vista a internet que nasceu concomitantemente conosco, e que inclusive auxiliou em diversas revoluções pelos países do norte da África e frações da Ásia. 


É injusto lançar todas as responsabilidades aos indivíduos das gerações antecedentes, pois eles também acertaram muito. Deste modo, partamos sempre do seguinte princípio: Conservemos as invenções do passado que beneficiaram a humanidade e descartemos os pensamentos antiquados, como por exemplo a violência que em efeito reverso gerou tantas guerras. 


A verdade é que nós jovens temos por obrigação melhorar o ambiente em que vivemos, pois o avanço dos recursos tecnológicos está aí, aumentando gradativamente, por essa razão temos o dever de progredir, já que as nossas condições são cada vez mais superiores.


Para fins conclusivos, digo aos jovens que a única coisa que nos falta é descarregar nossas energias em originalidade, e jamais nos permitir infectar com o conformismo e o pessimismo, deixe isso para os anacrônicos.

sábado, 16 de junho de 2012

Pensando "capitalisticamente"



Atual e assustadoramente, as pessoas conceituam as suas ideias de uma forma a qual poderíamos nos referir como "capitalística". 


O termo cunhado remete obviamente ao capitalismo que em síntese, é um sistema sócio-econômico onde os detentores do capital tomam conta da economia e política local. Enfim, não venho por meio deste com o intuito de apontar os equívocos do capitalismo, pois já escrevi bastante a respeito, inclusive para os que ainda não o fizeram, aconselho-os a baixarem o "Manifesto Socialista-humanista" por mim elaborado, basta clicar neste "livrinho" cuja capa é branca, e que se encontra aí no canto direito da postagem. 


Pois bem, como ia dizendo, sem querer entrar nos méritos sistêmicos da coisa, meu texto segue aqui também um teor de indignação, sobretudo voltado para o pensar comum das pessoas, não à toa que o capitalismo está arraigado entre a sociedade geral.


É bem verdade que, muitas pessoas não estão cientes do sistema em que vivem, e é precisamente por isso que ainda não ocorreu uma revolta generalizada, uma vez que o próprio povo é o motor do capitalismo.


O povo alienado às ciências sociais, torna-se presa fácil para o mordaz sistema privado, que saturado de corporações exploram os trabalhadores com excesso de trabalho e com incongruente distribuição de renda, onde os altos empresários acumulam fortuna enquanto que seus empregados recebem uma pequena quantia salarial.


Enfim, está mais do que explícito em nossa vida o quão descabido e injusto é o regime capitalista, portanto não necessitamos de mais exemplos de desigualdades causadas pelo capitalismo. Logo, meu intento se reserva ao fato de que as pessoas deixaram-se infectar por esta epidemia, quer dizer: os esforços estão sendo concentrados fundamentalmente nos pontos capitalistas. O sujeito cai no truque capitalista mais banal, que é o empreendedorismo. Empreendedores são venerados, ditos como "grandes homens", porque as pessoas acreditam que um empreendimento necessita exclusivamente de capacidade individual para alcançar o sucesso, o que é uma grande ilusão. É isso, o capitalismo é uma grande ilusão, que enganosamente liga riqueza à capacidade, mas que na verdade ocultam o fato de que o indivíduo pobre tem chances irrisórias de se tornar rico por meio de suas competências e empenhos.


Para explicar melhor o caso dos empreendedores, digo que em regime capitalista não basta ter uma grande ideia para evoluir seu negócio, ou seja, a "ideia"  que no ponto de vista capitalista pode ser revolucionária, não é suficiente se o indivíduo não dispor de capital para desenvolve-la, para "investi-la" ("investir" é um dos termos mais canalhas do capitalismo). Contudo, o único empreendedor capaz de crescer é aquele que detiver recursos para investir em seu negócio, logo o indivíduo com mínimas condições financeiras, terá por sua vez chances mínimas de desenvolver-se.


Explicado isso, e sem querer alongar muito a postagem, meu conciso recado é que as pessoas se deixam iludir com as falsas ideias capitalistas, das quais os verdadeiros capitalistas (banqueiros e altos empresários) se deleitam, escarnecendo-se do povo que sustenta o sistema financeiro mundial e mal sabem disso.

O que acho triste é uma pessoa deixar de ser ela mesma para convir com o capitalismo, isto é, nos momentos de decidir uma profissão por exemplo, geralmente as pessoas vão pelo maior salário oferecido e não pelo que elas realmente gostam.


Faço saber também que, de tanto as pessoas pensarem capitalisticamente, elas aceitam a desigualdade social como algo eterno e normal ao mundo, sendo que pensar dessa forma é um grande equívoco, visto que a miséria é o principal efeito colateral do capitalismo.


Devido a forma capitalística de pensar, as pessoas habituaram-se como se fosse algo normal as praias e até as ilhas pertencerem à particulares.


A sociedade capitalista ensina a não ser roubado, mas ela não lembra que é o próprio capitalismo que produz os criminosos. 


O capitalismo produz sobretudo indivíduos cada vez mais egocêntricos. A solução não é abrir uma franquia, tampouco investir na bolsa de valores, mas sim dividirmos igualmente o que possuímos.


Entenda que, se há fome no mundo não é devido a falta de produção, e sim por conta do imperialismo, onde os países economicamente mais desenvolvidos do mundo, exatamente por serem ricos, acham-se no direito de consumir três ou quatro vezes mais do que o necessário para sobreviverem com suficiência.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O suicídio



"Continuar a viver ou não ?". Dados momentos, e por entre razões desditosas, chegamos à esta sentença que coloca a nossa vida em xeque.


Afinal, é compensável viver ? Apesar da questão requerer apenas duas respostas imediatas e opostas por sua vez, eu responderia: talvez. Pois é muito simples dizer "sim" ou até "não", visto que não é só uma pergunta, é uma decisão vital.


Portanto, o previsível "sim" que eu podia disparar, é logo substituído pelo "talvez", que é enturvado pela possibilidade do "não". Então, em vez deu iniciar uma campanha contra o suicídio, respondendo que é claro, absoluta e indubitavelmente compensável viver, eu acho mais adequado dizer-lhe o que penso da sobrevivência.


Pois bem, do mesmo modo que é fácil, também é belo defender a vida com romantismo, porém nós sabemos que viver não é de modo algum coisa simples. Viver é estar suscetível a sofrimentos ininterruptos, mas isso não significa que devemos nos conformar ou que não podemos fazer nada para reverter as situações ruins, isto é, enquanto tivermos vida, teremos condições de lutar. Logo se deduz que se o sofrimento é inerente a vida, batalhar também é.


Reitero meu "talvez", pois antes de mais nada, é bom recordar um detalhe díspar que reside entre o "viver" e o "existir". Quer dizer: embora viver e existir sejam coisas semelhantes, existir não é necessariamente viver. Para se viver, deve-se ir além do simples existir, ou seja, não basta vencer as dificuldades dia a dia, o importante mesmo é ter um escopo, um propósito em sua vida que, por sua vez, dá razão de se viver e não somente existir.


Viver é ser fundamental, é exalar energias, é alterar os meios, incomodar, fazer barulho. Mas não digo que essas coisas devam ser feitas gratuitamente, lembre-se do propósito, com qual finalidade você executa as coisas? Se o jaez de suas atitudes forem generosos, você estará vivendo de verdade. O mundo está aí para ser sacudido por qualquer um, mas antes é necessário desejar viver para sacudi-lo.


Se for para morrer, que seja tentando fazer algo de bem. O suicídio é opção para os covardes, haja vista como fez Hitler. Apenas os sujeitos dessa estirpe que cometem esse tipo de ato.


Contudo, viver nunca foi e jamais será fácil pra qualquer indivíduo, por isso não devemos nos entregar de bandeja. Pois a sua rendição revela o quão fraco, ingrato e estúpido que você pode ser. 


O suicida é um lânguido que não resistiu às adversidades a qual todos nós estamos condenados a sofrer desde o instante em que nascemos. É ingrato porque recebeu a mais ampla dádiva que possa existir e a desperdiçou-a como se fosse um pedaço de pizza velha. E digo mais, depreciar a vida é o cúmulo da imbecilidade, já que sem vida o que poderemos ser? Pra mim, a pessoa que escolhe morrer não merecia ter vivido um só dia, tampouco fará alguma falta. 


Querer morrer é o maior absurdo do mundo. Você já notou a maneira árdua com que as zilhões de vidas brigam incessantemente para sobreviver? Frente a isso, o desprezível que escolhe simplesmente morrer, pratica o paradoxo mais inconcebível de todos.


Estou aqui para ser real. Não criarei ilusões de que a vida é maravilhosa, utilizando de fantasias para lhe convencer a viver, sequer tentarei convence-lo(a), aliás, ressalto que a vida é puramente hostil e injusta, é preciso ter largo apetite de vida para sobreviver todos os dias meu amigo.


Diante o já apresentado, eu insisto no "talvez" como resposta de ser melhor viver ou não, pois isso vai depender da disposição que cada um tem para viver, isto é, se caso você esteja disposto a experimentar as maravilhosas peripécias, bem como os dissabores que brindam com a vida, eu digo-lhe que "sim", viver é compensatório para você e ainda ressalvo que será um enorme prazer aturar conviver com você. Mas do contrário, se você considerar se matar mesmo com a vida imbuída de maravilhas que é, viver "não" é compensável para você.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sugando e sendo sugado



Diariamente nós absorvemos coisas, dos mais diversos núcleos e fins, entrementes, também temos nossas valias sendo sugadas pelos outros. Ou seja, existe uma permuta relevante entre todos nós que se dá nos momentos em que nos relacionamos. 


Quer dizer: o que nós somos exatamente agora, é fruto de tudo aquilo que adquirimos ao longo da vida. Logo, estamos suscetíveis às alterações que podem ocorrer a qualquer tempo.


Contudo, não nascemos seres definitivos. Muito embora tenhamos uma essência incorruptível, tudo que está ao nosso redor, está nos influenciando constantemente.


Portanto, somos colocados a prova a todo instante. Isto é, é um grande desafio primeiramente descobrir quem nós somos, e conseguintemente mantermos nossa ingenuidade mesmo diante de tantos maus exemplos.


Já mencionado que sugamos a partir do momento em que estamos interagindo seja com pessoas ou com quaisquer coisas capazes por emitirem mensagens como os escritos, filmes e etc... É que não obstante, somos sugados todos os dias, da mesma forma, quando estamos escrevendo, falando, mostrando algo para outrem. A questões que faltam-nos fazer é: afinal de contas, o que é que estamos sugando e pra quê? E ao sermos sugados, será que somos dignos disso, aliás, almejamos fazê-lo: transferir algo que agregue positivamente aos outros?


Faço saber que a intenção é o mais importante de tudo, portanto seja qual for o meio utilizado para emitir opinião, seja construtivo, expresse sempre algo proveitoso. Se você nunca pensou dessa forma, passe a diligenciar isso. Lembre-se de que quanto maior for o alcance de sua voz, maior será sua responsabilidade.


Em meio a recíproca troca que fazemos conscientemente ou não, gostaria de frisar o outro lado, o flanco por onde absorvemos, por exemplo, o que pode significar na vida de uma pessoa uma obra machadiana? Bem, para mim exprime muito, simplesmente porque sou aficionado pela literatura, não somente como leitor, mas também como escritor, logo utilizo-as como inspiração para as obras de minha autoria. Com efeito, este exemplo atua modificando positivamente a minha vida, porém não diria que isso só ocorre devido às minhas aspirações, mas sobretudo porque uma obra machadiana me torna um homem melhor em diversos aspectos, ultrapassando assim os limites meramente profissionais.


Eis a pergunta fatídica que faço: O que uma obra seja ela literária, ou cinematográfica, ou plástica e etc... O que esses trabalhos exercem sobre você? É evidente que as obras oscilam entre as boas e as não tão boas, mas considerando as que sejam suficientemente boas para nos marcar, o que é que você faz com elas? Explicando melhor, em meu ponto de vista noto que muitas pessoas leem diversos livros, ou assistem à várias peças teatrais, no entanto, essas pessoas parecem não fazerem valer a cultura que elas absorveram, pois  em muitos casos não sente-se alguma diferença em relação às pessoas que não tiveram a oportunidade de testemunhar o mesmo, logo se deduz que existem pessoas que recebem algo positivo através de um trabalho alheio, entretanto não o aproveitam.


Quem nunca ouviu uma gabação do tipo em que um indivíduo fala com toda pompa: "Eu li tal livro", ou "Eu vi tal filme",  ou "Eu estava lá". Tá legal, você leu, assistiu, ouviu, mas a pergunta é: quais as lições que você extraiu de cada uma dessas experiências? Afinal, é isso o que importa, é para isso que elas servem e não simplesmente para alguém encher a boca e bradar que a consumiu, como se fosse um título. 


Conclusivamente, digo que não importa qual seja a dimensão do rol cultural de uma pessoa, mas sim o que ela faz com isso.