Só falta você!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Teoria das Criaturas





Como seria viver na pele de um leão, ou nas velozes asas de um beija-flor, ou ainda dentro de uma colmeia como uma abelha? Está fora de meu alcance responder à estas perguntas, mas gostaria de fomentar minha humilde teoria que se segue.

Pois bem, creio eu que todos nós temos o "direito" de passar por uma experiência de vida dissemelhante, onde podemos passar pelas mais infinitas espécies existentes no planeta. Tal direito seria concedido por um ser onipotente, o soberano criador de toda natureza, bem como o de cada organismo vivo. O intuito para isso não seria somente o de desfrutar das vantagens oriundas de cada espécie, mas sobretudo sofrer e aprender com cada uma delas, isto é, atravessar os seus desafios peculiares. Porém, infelizmente a lei das criaturas não permite acumularmos as experiências das vidas anteriores, logo ao morrermos na atual vida que ocupamos, deixamos com ela todos os seus registros vitais. 

Concluo que embora não acumulemos as experiências das supostas vivências diferentes, seja maravilhoso poder ser qualquer coisa, pois nada seria mais justo, uma vez que o rei da selva captura uma zebra a fim de alimentar-se, ele merece da próxima vez ser a zebra e tentar fugir de um animal muito mais forte do que ele próprio. Esta análise é importante para passarmos a valorizar a vida, seja qual for a sua espécie nenhuma é mais importante do que a outra.

Sem dúvida seria incrível ter o privilégio de experimentar cada estirpe, ora ser presa, ora ser predador, fazer o que, isto faz parte da natureza não é mesmo? Bom mesmo seria ser uma ave imponente assim como a águia, voando sem limites com sua grande envergadura, chegando até a trocar de continentes, enxergar a quilômetros de distância. Enfim, mas ainda no extraordinário universo das aves criadas para viverem livres, fazendo jus à suas asas, elas são aprisionadas sem propósito algum por uma espécie tão patética que seria redundante dizer qual é.

Em suma, apresento-lhes a minha "teoria das criaturas", seja verdadeira ou não, faz sentido principalmente para repensarmos, se hoje somos seres humanos e por isso nos achamos melhores o suficiente para maltratar um outro animal, talvez amanhã será você o animal que hoje abomina.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Estagnação





A falta de movimento, atividade, a inércia são características dos que estão mortos, mas para nós que estamos vivos devemos fazer jus a vida que temos. E o que é viver?


Bem, se estar morto é a incapacidade de mover-se e pensar, viver significa o contrário; mexer-se a todo instante, utilizar de todos os sentidos e membros que abençoadamente foram-nos concedidos.  


O mal da estagnação mantêm as coisas na mesmice, sem inovações e tampouco melhorias. É fato que se fizermos sempre as mesmas coisas estaremos parados no tempo e o nosso destino será de um indivíduo estagnado, isto é, comum.


Comece a mudar suas atitudes aparentemente mais simples, por exemplo ao escovar os dentes se você estiver habituado a usar sua mão direita, passe a usar sua outra mão, o mesmo vale pra comer, caso dirija mude a rota que geralmente utiliza, aprenda coisas novas, que tal começar a aprender a tocar um instrumento, se já toca algo, pois que escolha um novo instrumento para dominar, vá a lugares que não visitaria normalmente, assista a uma peça de teatro por exemplo, enfim, existem infindáveis formas de sair do estado de paralisia. Talvez tenha reparado que neste parágrafo consta muito as variações de uma palavra: "hábito", e não é à toa, pois este é o cerne do problema, tudo que é habitual, costumeiro, deve ser quebrado visto que não traz mudanças.


A mudança é uma transformação, logo trocar os hábitos constantemente visando uma vida cada vez melhor contribui muito para a extinção da maldita estagnação.


Lembre-se de que você só irá mudar pra melhor se fizer algo novo em sua vida, ou se continuar a fazer as mesmas coisas que já lhe acompanham há anos em sua vida, você terá os mesmos problemas de sempre.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Monstros Defendem Monstros





Muitas vezes que a profissão de advogado foi retratada como diabólica e não foi à toa, pois o mau uso dela pode transcender os limites da justiça. 


É evidente que minha leve crítica não direciona-se à todos os profissionais desta área, tampouco para a área em si, ainda vejo condolência por quem defende um injustiçado, porém quanto aquele que exerce o direito para salvar os podres, estes sim não fazem "direito".


Sei bem que é complexo fomentar a respeito, sobretudo porque os tribunais surgiram outrora, ainda na Roma antiga, daí a herança que enraizou-se até os dias de hoje. Haja vista que muito tempo se passou e as pomposas tradições insistiram em permanecer, salvo para a ridícula peruca branca que os juízes usavam para transporem respeito. Em contrapartida ficaram os duelos advogado x advogado, advogado x promotoria. 


Ocorre que a essência desta profissão perdeu-se junto ao modelo capitalista de vida, onde não valem mais justiça por justiça, mas o que pagar mais é quem definirá a melhor defesa.


O advogado desde sempre pôde optar por respeitar o que é moralmente correto ou não, e é aí que mora o perigo, se um advogado for capitalista e principalmente desumano, ele ignorará os preceitos morais e defenderá um monstro como ele próprio. Para mim, quem protege o mal é o próprio mal. 


Banalizou-se o termo "eu tenho direito a um advogado!", entendo que cada acusado tem condições de fazer sua própria defesa, imagine se esta tradição fosse trazida para fora do juízo: sua mãe lhe acusa de quebrar o vaso favorito dela, e ao invés de defender-se dizendo o que é vero ou não, você diz "eu tenho direito a um advogado!". Isso não se encaixa, é ridículo!


O mais preocupante é que tão trivial quanto o supracitado termo é a injustiça, todos já sabem que a justiça não é feita em tribunais, está descaradamente exposto na nossa frente. E por essa razão somos forçados a fazer justiça com as próprias mãos.


Precisamos nos libertar das inúmeras tradições que permeiam a sociedade, o que valeu para o mundo antigo não vale mais para o atual, pois o mundo muda e nesse processo as tradições morrem.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Viva a Folia! Viva a Alienação!





É tempo de folia, é tempo de esquecer dos problemas! É claro que também concordo que é importante espairecer a mente às vezes, porém se observarmos com mais cuidado logo compreenderemos que o entretenimento é o ingrediente principal para alienar as pessoas, ou seja, o intuito não é apenas o de distrair-se num curto período, sendo este o suficiente para recolocar as coisas nos eixos, mas é o de manter um estado onde predomina a alienação de seus componentes.


Um estado submisso é aquele que tem um povo que não toma conhecimento dos próprios problemas sociais, e muito menos tem consciência dos seus direitos. Então é aí que entra as festanças, que ao que tudo indica quanto maiores forem elas maior será a quantidade de alienados.


Entretanto, não é somente a festa da carne com suas pomposas obscenidades, mas inclui-se  nisso todas as comemorações que sem motivos aparentes são inseridas no calendário. Poucos sabem qual é a história que culminou na criação do Dia do Trabalho, ainda assim a única coisa que interessa aos trabalhadores de hoje é que este dia caia no meio da semana para transformar o simples feriado em um "feriadão". Sem fugir a exemplificação, a história do Dia do Trabalho deu-se em meados do final do século XIX, em Chicago, EUA. Ocorre que em 1º de maio milhares de trabalhadores foram ás ruas revindicar melhores condições de trabalho, quer dizer, foi uma grande manifestação que mobilizou muitas pessoas, e não obstante causou a morte de vários manifestantes. Desde então a data espalhou-se em vários países do globo. Então, que tal usarmos o feriado para lutar por algo melhor, bem como eles fizeram antes? 


Enfim, eu encaro os feriados não somente como dias de descanso, mas como uma oportunidade de fazer uma reunião que vise melhorias para nós mesmos. Vamos incomodar quem nos incomoda!


Bem, meu intento principal não é o de estragar a festa de ninguém, se você sente que precisa foliar, pois que folie! Porém, digo que enquanto nos entretemos com as divertidas datas comemoráveis nos esquecemos da realidade que volta nas cinzas destes, e aí vemos que a curtição passou e os nossos problemas ficaram.


Todavia, saiba que curtir faz bem, mas se sempre escolhermos abandonar a realidade para irmos festejar estaremos fazendo o que "eles" querem, isto é, nos alienando do mundo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Ousadia





É um atrevimento ou seria um ato de coragem? Depende, em todo caso a ousadia só pode ser uma das coisas. Isto significa que se atrever é digamos ultrapassar os limites e isso se dá ao desdenhar outrem, chegar ao ponto de desprezar, ou seja, entre os mais variados adjetivos o mais claro seria o de desrespeitar, o que não faço agora! Pois minhas simples sentenças estão dispostas a fomentar novos pensamentos, sem nenhuma intenção de ser inexorável.

O segundo elemento que acompanha a ousadia é exatamente a coragem de usá-la. Sem mais, ousadia exige muita coragem, não tem como um covarde ousar, porém tem como o covarde se atrever. O indivíduo tipicamente covarde só é audacioso quando se engana, ou seja, esquece-se dos perigos e age sem pensar direito feito um ignorante, isso o torna um ousado por acidente. Mas quem sabidamente escolhe ousar, valoriza-se sem desvalorizar os outros, agindo conscientemente, e melindrosamente impondo a si os limites do respeito tanto aos discrepantes quanto aos concorrentes, precisamente o que faço agora! Ouso-te dizer o que é ousar.

Bem, após demonstrados os itens que paralelamente estão ligados ao termo ousar, digo que  ousar sem chegar a se atrever é o ideal para todos nós.

Fundamentais ao mundo, os ousados traçam as linhas da forma futura deste, é responsabilidade dos ousados a de enxergarmos os horizontes, isto porque eles ousaram direcionar os seus olhares para o horizonte. Você ainda acha que Chuck Berry não ousou tocando uma nova onda à qual era chamada de "Rock n' Roll"? Você acha que "Che" Guevara e Fidel Castro não ousaram tomar o poder de um país?

Em suma, ouso deixar a mensagem que é também um pedido: Tenha coragem e ouse sempre sem faltar com o respeito! Em outras palavras, valorize-os e valorize-se. 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

É Preciso Pensar o Mundo de Formas Estranhas





Ser estranho é ser incomum, e se é banal que a humanidade caminha mal o incomum é bem-vindo. Por isso pensar o mundo de uma nova forma é tão importante, essa é a renovação de que o mundo precisa para sobreviver.


Portanto muitas coisas que podem parecer esquisitas são benéficas. Agora imagine, nada mais incrível do que uma pessoa de cútis branca lutando pelos direitos das pessoas negras, ou um homem defendendo os direitos das mulheres, ou ainda o mundo ao invés de entrar em um acordo de desarmamento de armas de nucleares, desarmar-se de quaisquer tipos de armas de fogo. Eu sei que tudo isso pode parecer estranho, mas é exatamente disso que o mundo precisa!


Ser estranho é uma prerrogativa para todos nós, pois como disse antes o mundo muda, logo a sua reciclagem é a sua evolução.


Tantas ideias são subestimadas devido ao seu feitio excêntrico, e isso só retarda o processo de evolução do mundo inteiro. Você já parou pra pensar que as ideias que hoje parecem normais como a de pisar na lua, no passado já não era tão comum assim. Eis mais uma prova de que as ideias que vão contra a "normalidade" são as responsáveis pela alteração do mundo, ainda no pequeno exemplo o homem que objetivava pisar na lua, ontem poderia ser considerada uma ideia de natureza insana hoje é trivialmente aceita, além é claro de ser possível.


Se pensarmos de modos diferentes aos dos padrões estabelecidos aqui, estaremos criando um futuro diferente e melhor. Porém se optarmos por não questionar nada somente porque é comum, e principalmente se não fizermos nada para mudar as coisas velhas, viveremos sob um estado maçante e de pura estagnação.


Se alguém lhe dizer que seu modo de pensar é estranho demais, encare isso como um privilégio, afinal você é um inovador. Não fique pra trás mude seus pensamentos e assim mude o mundo.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Apenas Hobbies





É apenas um hobby, ou para os mais dedicados são hobbies, mas não passa disso. A questão é que as pessoas são desencorajadas em relação às suas adquiridas aptidões. 

Não acredito na "teoria do dom", rebato-o com o fato dele não ter consistência, pois se o talento é natural ele consequentemente deve estar presente no DNA de cada indivíduo, que por sua vez é transmitido de geração em geração, porém não é o que acontece na realidade. Citando alguns exemplos o filho do Pelé deveria ser um baita jogador de futebol, ou no mínimo um jogador mediano, mas nem isso ele conseguiu, e por aí vai, como a filha de Elvis Presley seguindo a ideia comum do talento não deveria ser como o pai, uma rockstar?  Então aonde está o talento?

Existem dois termos que separam a forma do talento, o natural ou o adquirido. Conforme já comprovado logo antes o talento natural é uma bobagem que é equivocadamente inculcada na cabeça das pessoas, enquanto o talento adquirido é como o próprio nome, isto é, ele é adquirido. Você só vai adquirir talento quando primeiramente crer em si mesmo e não nas pessoas que dirão que você não tem o devido "talento", pois prove à elas o contrário depositando o máximo de dedicação ao que pretende dominar, além é claro de não desistir nunca continuando sempre a acreditar em si mesmo, isso é infalível para alcançar um nível de excelência. 

Bem, voltando ao cerne desta crônica digo que a grande maioria das pessoas não acreditam totalmente em si próprias, isto é, falta autoconfiança, isso sim existe e é de fundamental importância para guiá-lo ao seu objetivo.

Então as pessoas acabam por deixar de lado os seus afazeres, transformando-os em meros "hobbies", ou seja, diversões que deveriam ser convertidas em obras dignas de aplausos.

Espalham-se aos montes vários talentos, não digo os naturais, mas sim os que são adquiridos a princípio, e que posteriormente não são levados à sério simplesmente porque as pessoas  dão ouvidos aos imbecis e acabam por não acreditar que podem fazer crescer o seu gosto pessoal. Infelizmente com isso só temos a perder, tanto o indivíduo que não desenvolve seu talento quanto os outros que poderiam apreciar a arte deste.

Saiba que os seus hobbies de hoje podem ser grandes trabalhos seus amanhã. Só depende de você acreditar na sua capacidade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Errar Significa Humanizar





Não tem jeito, é incrível como todas as pessoas sem exceção erram, inclusive os seres mais geniais. Um dos três mais importantes filósofos da história Aristóteles, quiçá um dos mais sábios que a história já conheceu, errou ao supor que a única função da mulher fosse apenas a de reproduzir enquanto o homem era o responsável por pensar e realizar.


Ainda bem que todos nós seres humanos erramos! Pode soar um pouco estranha essa afirmação, mas isso ao menos garante que todos nós sejamos iguais. O homem por vezes se perde quando acerta muito, sobretudo considerando que este tenha uma "cabeça fraca", bastando uma partícula de inteligência para fazê-lo sentir-se superior aos demais.


Então se errarmos estaremos demonstrando nossas fraquezas, que são muitas aliás. Errar é o destino do ser humano a partir do momento em que ele nasce. Porém, não é cabível que se utilize desse argumento como forma de justificação para todos os tipos de erros. É isso aí, existem tipos de erros que são: os aceitáveis e os inaceitáveis.


Bem, é sempre aceitável errar pela primeira vez, pois teoricamente aprendemos lições vitais com os erros cometidos, sendo a principal delas não cometer o mencionado erro novamente.


Já os inaceitáveis são os mesmos que havíamos errado pela primeira vez. Além disso, existem erros tão grosseiros que nem se quer necessitam de um erro antecedente, vamos chamá-los de "erros sem margem". Quer dizer, não é necessário matar alguém pela primeira vez para depois saber que isto é errado. 


Concluo que errar ao passo que nos torna humanos, isto é, nos "humaniza" mais, ao mesmo tempo pode nos "desumanizar" quando o erro é absurdo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Denominador Comum





Não importa o cargo que você exerce hoje, ou que já exerceu; não importa quais sejam o seus bens; também não importa o lugar onde você mora; e também não importa a vastidão dos seus conhecimentos.


É um equívoco respeitar as pessoas pelas qualidades supracitadas. Para um indivíduo que exerce uma profissão de grandes responsabilidades e poderes, não significa necessariamente que este tenha as mesmas qualidades que são exigidas para merecer o cargo. Sobretudo levando em consideração que a sociedade segue um parâmetro incoerente para certas coisas, um exemplo disso seria o poderoso cargo de juiz e afins. Pois neste caso o critério avaliado para a investidura  ao cargo é o conhecimento relativos á legislação do país, enfim, as coisas mais burocráticas. Eu entendo que o juiz deve conhecer as leis para aplicá-las nos julgamentos, porém apenas isso não é o suficiente, uma vez que a base de seu trabalho será o seu critério, logo é possível dizer que a moral, bem como a ética do juiz são os elementos básicos e mais importantes para a correta execução do cargo. O mesmo raciocínio vale para outras profissões, será que todos os profissionais mereceram as responsabilidades que estão incorporadas com suas respectivas funções?


Outra coisa é que embora seja clichê, algumas pessoas não compreendem que não deve respeitar alguém só porque ela tem um carro de luxo, mas sim pelas suas atitudes! Há quem diga: "mas ele batalhou para comprar o seu objeto de ostentação". E eu pergunto: será que todos nós temos a mesma oportunidade para batalhar por aquilo que desejamos?


As pessoas são mais do que uma nacionalidade, elas são personalidade. Portanto, não existe um modo fixo do brasileiro pensar, assim como não existe um modo fixo do chinês pensar. Não devemos respeitar ou desrespeitar uma pessoa somente pelo fato dela vir de um determinado país ou lugar.


E por fim, não importa se você possui uma velocidade incrível de raciocínio, e que tenha estudado nos melhores centros de educação do mundo, o que importa realmente é o que você faz!


O denominador comum de cada pessoa é a sua qualidade moral. Independente de quais forem as características pessoais as coisas sempre vão se resumir em moralidade. É a sua moral que vai dizer se você merece respeito ou não.